Embora seja um importante sinal de proteção para o organismo, quando muito intensa ou persistente a dor é também prejuízo. A “dor-sinal”, também chamada de dor aguda, é semelhante à febre e precisa ter descoberta a sua causa que, uma vez resolvida, faz desaparecer o sintoma inicial. Quando persiste por mais de seis meses chama-se dor crônica e deixa de ter alguma função protetora ou de aviso passando a ser considerada a “dor-doença”, pois ela própria ocasiona uma série de problemas no indivíduo, reduzindo a capacidade de trabalho, prejudicando o sono e as relações sociais. Na dor crônica frequentemente o comprometimento emocional é evidente, seja como conseqüência da própria dor ou causado pela percepção da incapacidade por ela gerada. Da mesma forma, se a pessoa fica nervosa ou estressada, isto a torna mais sensível e funciona como um amplificador da dor. Diante disto é possível perceber que o tratamento da dor crônica é mais complexo, e pode até não ter uma solução completa. Daí a importância da prevenção da dor crônica, o que é feito pelo tratamento precoce e efetivo da dor aguda, porque esta é que pode se transformar em uma dor crônica. Então, não deixe persistir uma dor, procure o médico para que descubra a causa ou, se não for possível ou demorar, que possa indicar um analgésico efetivo para que a dor cesse, evitando as conseqüências futuras de uma dor persistente. Hoje em dia estão disponíveis várias maneiras de aliviar uma dor e, tanto os médicos já percebem os malefícios prolongados que ela pode ocasionar no organismo, como as pessoas já não admitem mais sofrer dor numa época em que se reconhece o progresso da ciência e da tecnologia.
Dr. Newton Barros
Especialista em Clínica Médica
Membro da Associação Internacional para o Estudo da Dor



